A myWave vem com a inovadora proposta de migrar a linguagem dos blogs para o impresso. Na era da internet, ela se define como a celebração da cultura jovem. A revista é distribuida nas principais universidades de São Paulo e também pode ser encontrada no site: http://mywave.virgula.uol.com.br/

Em sua 4ª edição, a myWave chega com a Pixel Art na capa, do estúdio alemão E-boy, para falar sobre o “Novo Mundo” das novas tecnologias. Se você tem medo do Google e acha que ele vai dominar o mundo, por exemplo, saberá o que o diretor de Comunicação do Google Brasil tem a dizer sobre os temores da própria companhia. Ou ainda não conhece o Twitter direito? Tem mania de “ctrl+c ctrl+v”? Quer saber o futuro da música? Tem até ferramentas para acompanhar o que os políticos brasileiros tem feito, ou deixado de fazer…
Essa onda eu peguei!
Segue abaixo minha colaboração na seção de cultura (livros e filmes):

Aconteceu em Woodstock
Entre os dias 15 e 18 de agosto de 1969, na pequena cidade de Bethel, nos Estados Unidos, aconteceu o festival que decretou o auge da era hippie e da contracultura no mundo. “Aconteceu em Woodstock” é um relato autobiográfico do lendário festival escrito por Elliot Tiber. Com o objetivo de salvar o antigo hotel de sua família da hipoteca, Tiber oferece a propriedade para sediar o evento. Ele só não imaginava que se tornaria a peça chave para a revolução que influenciou o comportamento de todas as gerações desde então. Pelas mãos do cineasta Ang Lee o livro virou o longa “Taking Woodstock“, com estreia em setembro no Brasil.

Após o Anoitecer
Haruki Murakami costura uma série de encontros e desencontros pelas ruas de Tóquio, narrando em tempo real eventos ao longo de uma noite. No centro da trama estão as irmãs, Mari e Eri. A última, dorme profundamente, enquanto a outra decide vagar pela cidade e acaba se envolvendo em uma aventura. Em um cenário onde os princípios não valem, a jornada das irmãs cruza com a de diferentes personagens, como um jovem músico que busca sentido para a vida e o dono de um motel, assediado pela máfia chinesa. O autor deixa sua marca ao falar da solidão e das relações humanas, mesclando referências ao pop, ao jazz e à vida contemporânea.

A Vida de Escritor
Gay Talese é um dos mais festejados criadores do chamado Jornalismo Literário. Ele esteve presente na Flip [Feira Literária Internacional de Paraty] 2009 para falar sobre seu último livro, “A Vida de Escritor”. Nele, Talese faz uma soma de reportagens sobre a vida de pessoas anônimas para contar seus fracassos como escritor e jornalista. Os dramas começam no jornal da faculdade que cursou no Alabama. Prosseguem nos dez anos que trabalhou como repórter do New York Times e se tornam mais complexos nas revistas com as quais colaborou. Pautas e idéias que nunca puderam ser desenvolvidas e publicadas, por vários motivos, encontraram lugar nessa curiosa biografia.
Bruno
Depois de Borat, o controvertido repórter do Cazaquistão, e Ali G, um rapper estereotipatido, “Bruno” é a mais recente investida de humor subversivo do ator e comediante britânico Sacha Baron Cohen. Com a direção de Larry Charles – ex roteirista e produtor de “Seinfeld”, o longa conta a história do homossexual Bruno que apresenta um programa de moda da TV austríaca. Assim como Borat, ele chega nos Estados Unidos acompanhado de um assistente, Lutz [Gustaf Hammarsten], encontra pessoas desavisadas e vai tirando casquinha de todo mundo, em um clima semidocumental. Entre suas tentativas ultrajantes de se tornar famoso, vai ao Oriente Médio para arquitetar um acordo de paz entre israelenses e palestinos, pede para ser sequestrado por um grupo terrorista no Líbano e adota um órfão africano que ele chama de O.J. [um típico nome afro-americano, segundo ele]. Antes mesmo de estrear, Bruno já rendia polêmicas ao jogar os holofotes para a frivolidade e o confronto entre o que é gay e conservadorismo extremo.
À Deriva
Em 1979, no litoral de Búzios, Filipa [Laura Neiva] passa as férias de verão com a família: o pai, Mathias [Vicent Cassel], um famoso escritor francês radicado no Brasil; a mãe, Clarice [Débora Bloch], professora; e os dois irmãos mais novos, Fernanda e Antônio. A história é apresentada pelo ponto de vista da adolescente, de 14 anos, que está em meio à iniciação sexual, enquanto seus pais vivem uma crise amarga no casamento. A mãe está sempre embriagada e o pai mostra-se desatento aos reais problemas da família. O rito de passagem para a idade adulta de prova doloroso quando ela descobre que seu pai tem um caso extraconjugal. Ela o vê traindo a mãe com uma estrangeira [Camila Bell] que mora na praia. A descoberta desse segredo, porém, será apenas a primeira de uma séria de outras, sobre sua família e sobre si mesma. Terceiro filme do diretor Heitor Dhalia [de "O Cheiro do Ralo" e "Nina"], “À Deriva” foi ovacionado após sua exibição em uma mostra do 62º Festival de Cannes.