Blog da Maria

Até quando vamos nos lixar?

Novembro 13, 2009 · Deixe um comentário

É difícil andar por uma metrópole como São Paulo e não reparar na sujeira. Mais difícil ainda é não ficar ao menos curioso ao ver o trabalho do Urban Trash Art, formado pela dupla de artistas plásticos, Rodrigo Machado e Cleber Padovani (Pado), que coleta lixo por aí para criar inusitadas obras em diversos pontos da cidade.

São esculturas feitas com coisas do cotidiano, facilmente encontradas em qualquer monte de lixo. Cadeiras quebradas, televisores abandonados, eletrônicos inutilizados e todo tipo de tralha já se transformou em figuras lúdicas como árvore, carro e animais metamorfoseados.

Caminhamos em meio a essa imundice e, muitas vezes, temos até que desviar dela no caminho. O lixo demanda um espaço que é nosso e a dupla aceita sugestões de endereços para realizar sua arte. É só acessar o blog do Urban Trash Art, deixar um recado ou mandar um e-mail. 

Com o intuito de chamar a atenção para a questão, eles usam a criatividade e o bom senso para manifestar a indignação que o pouco caso com essa bagunça gera.

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Cultura em movimento

Setembro 15, 2009 · Deixe um comentário

A multiplicidade do universo dos skatistas e ciclistas foi o tema da mostra de cinema AdrenaCine que aconteceu, dia 19 de setembro, durante a Virada Esportiva 2009.

Com o intuito de aliar esporte e cultura, o evento abre espaço para a constante e intensa produção de vídeos e filmes sobre os esportes urbanos e radicais que, em sua maior parte, é restrita aos DVDs e à internet.

Além de trazer grandes produções repletas de manobras, a AdrenaCine trata também da relação que esses esportes têm com o cotidiano das pessoas e das cidades. As exibições foram desde os curtas metragens “Skate or Die”, sobre o amor por andar de skate em São Paulo, e “Cinema Maldito”, filmado dentro de um shopping center abandonado em São Bernardo do Campo, até o longa “Nothing But The Truth”, com histórias dos skatistas do time da Nike (Nike SB Team).

A questão ambiental é outro ponto abordado pela mostra. Em um planeta cada vez mais sedento por soluções nesse âmbito, os meios de transporte não poluentes tomam um caráter muito maior do que o meramente esportivo. O movimento ciclista foi retratado nos documentários “Still We Ride”, que relata as articulações do movimento ciclista, e “B.I.K.E.”, sobre as gangues de duas rodas, ambos em Nova Iorque.

Para finalizar, o público se transformou em realizador do evento na sessão competitiva, AdreNaHora. Produções independentes de até 5 minutos, levadas pelos próprios participantes, selecionadas e projetadas na tela do cinema.

Esta também era uma oportunidade para entrar em contato com o trabalho da ONG Skate Solidário, que coletou doações de skates e materiais esportivos usados para os projetos “Skate na Escola” e “Skate em Ação”.

A AdrenaCine foi realizado no lendário Cine Dom José, marcando o retorno da Cinelândia Paulista.

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http://noiz.com.br/2009/09/18/adrenacine-na-virada-esportiva-2009/

http://www.b-coolt.com/boletim98#note-1540

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Na onda do “Novo Mundo”

Agosto 31, 2009 · 1 Comentário

A myWave vem com a inovadora proposta de migrar a linguagem dos blogs para o impresso. Na era da internet, ela se define como a celebração da cultura jovem. A revista é distribuida nas principais universidades de São Paulo e também pode ser encontrada no site: http://mywave.virgula.uol.com.br/

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Em sua 4ª edição, a myWave chega com a Pixel Art na capa, do estúdio alemão E-boy, para falar sobre o “Novo Mundo” das novas tecnologias. Se você tem medo do Google e acha que ele vai dominar o mundo, por exemplo, saberá o que o diretor de Comunicação do Google Brasil tem a dizer sobre os temores da própria companhia. Ou ainda não conhece o Twitter direito? Tem mania de “ctrl+c ctrl+v”? Quer saber o futuro da música? Tem até ferramentas para acompanhar o que os políticos brasileiros tem feito, ou deixado de fazer…

Essa onda eu peguei!

Segue abaixo minha colaboração na seção de cultura (livros e filmes):

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Aconteceu em Woodstock

 

Entre os dias 15 e 18 de agosto de 1969, na pequena cidade de Bethel, nos Estados Unidos, aconteceu o festival que decretou o auge da era hippie e da contracultura no mundo. “Aconteceu em Woodstock” é um relato autobiográfico do lendário festival escrito por Elliot Tiber. Com o objetivo de salvar o antigo hotel de sua família da hipoteca, Tiber oferece a propriedade para sediar o evento. Ele só não imaginava que se tornaria a peça chave para a revolução que influenciou o comportamento de todas as gerações desde então. Pelas mãos do cineasta Ang Lee o livro virou o longa “Taking Woodstock“, com estreia em setembro no Brasil.

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Após o Anoitecer

 

Haruki Murakami costura uma série de encontros e desencontros pelas ruas de Tóquio, narrando em tempo real eventos ao longo de uma noite. No centro da trama estão as irmãs, Mari e Eri. A última, dorme profundamente, enquanto a outra decide vagar pela cidade e acaba se envolvendo em uma aventura. Em um cenário onde os princípios não valem, a jornada das irmãs cruza com a de diferentes personagens, como um jovem músico que busca sentido para a vida e o dono de um motel, assediado pela máfia chinesa. O autor deixa sua marca ao falar da solidão e das relações humanas, mesclando referências ao pop, ao jazz e à vida contemporânea.

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A Vida de Escritor

 

Gay Talese é um dos mais festejados criadores do chamado Jornalismo Literário. Ele esteve presente na Flip [Feira Literária Internacional de Paraty] 2009 para falar sobre seu último livro, “A Vida de Escritor”. Nele, Talese faz uma soma de reportagens sobre a vida de pessoas anônimas para contar seus fracassos como escritor e jornalista. Os dramas começam no jornal da faculdade que cursou no Alabama. Prosseguem nos dez anos que trabalhou como repórter do New York Times e se tornam mais complexos nas revistas com as quais colaborou. Pautas e idéias que nunca puderam ser desenvolvidas e publicadas, por vários motivos, encontraram lugar nessa curiosa biografia.

 Bruno

Depois de Borat, o controvertido repórter do Cazaquistão, e Ali G, um rapper estereotipatido, “Bruno” é a mais recente investida de humor subversivo do ator e comediante britânico Sacha Baron Cohen. Com a direção de Larry Charles – ex roteirista e produtor de “Seinfeld”, o longa conta a história do homossexual Bruno que apresenta um programa de moda da TV austríaca. Assim como Borat, ele chega nos Estados Unidos acompanhado de um assistente, Lutz [Gustaf Hammarsten], encontra pessoas desavisadas e vai tirando casquinha de todo mundo, em um clima semidocumental. Entre suas tentativas ultrajantes de se tornar famoso, vai ao Oriente Médio para arquitetar um acordo de paz entre israelenses e palestinos, pede para ser sequestrado por um grupo terrorista no Líbano e adota um órfão africano que ele chama de O.J. [um típico nome afro-americano, segundo ele]. Antes mesmo de estrear, Bruno já rendia polêmicas ao jogar os holofotes para a frivolidade e o confronto entre o que é gay e conservadorismo extremo.

À Deriva

Em 1979, no litoral de Búzios, Filipa [Laura Neiva] passa as férias de verão com a família: o pai, Mathias [Vicent Cassel], um famoso escritor francês radicado no Brasil; a mãe, Clarice [Débora Bloch], professora; e os dois irmãos mais novos, Fernanda e Antônio. A história é apresentada pelo ponto de vista da adolescente, de 14 anos, que está em meio à iniciação sexual, enquanto seus pais vivem uma crise amarga no casamento. A mãe está sempre embriagada e o pai mostra-se desatento aos reais problemas da família. O rito de passagem para a idade adulta de prova doloroso quando ela descobre que seu pai tem um caso extraconjugal. Ela o vê traindo a mãe com uma estrangeira [Camila Bell] que mora na praia. A descoberta desse segredo, porém, será apenas a primeira de uma séria de outras, sobre sua família e sobre si mesma. Terceiro filme do diretor Heitor Dhalia [de "O Cheiro do Ralo" e "Nina"], “À Deriva” foi ovacionado após sua exibição em uma mostra do 62º Festival de Cannes.

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Um ano de aço

Agosto 25, 2009 · Deixe um comentário

Prestes a completar o meu primeiro quarto de século, resolvi me ater em fazer um balanço apenas do ano que passou. Vou explicar…

Durante a festa de aniversário de uma amiga rolou um papo sobre ‘ciclos vitais’ com a mãe dela. Tudo começou porque ela estava me contando como havia contratado o pessoal do buffet. No jardim da casa foi montada uma barraca, com direito a salgadinhos, lanches, algodão doce, crepe e cia. Sem contar o trabalho das irmãs, com bexigas na parede, balas e marshmallows espalhados pela mesa do bolo. A idéia era fazer uma festa de criança para a filha, agora adulta. 

Ela ficou falando sobre a importância de se comemorar cada ano de vida, encerrar esse tal ‘ciclo vital’ para iniciar bem o que está por vir. Coincidentemente, estou concluindo um ano na Editora Grips/Revista Siderurgia Brasil. E essa foi uma experiência e tanto!  

Eu tinha participado de jornais e boletins internos, porém, era um trabalho mais leve. Antes eu escrevia releases, agora os recebia. Aprendi muito, não só sobre a profissão, mas com cada pessoa e cada tarefa. Tive a oportunidade de ser uma aprendiz, de curtir cada pauta, cada texto e descobrir, por mim, coisas que faculdade nenhuma ensina.

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O interessante foi participar de um dos setores mais atingidos pela crise mundial. Ler os cadernos de economia diariamente e selecionar as notícias que podiam ser relevantes aos leitores. Escrever sobre as estatísticas e expectativas da Anfavea [Associação dos Fabricantes de Veículos Automotores] e de outras instituições, como o IBS [Instituto Brasileiro de Siderurgia], quando o governo lançou a isenção de IPI; e depois, quando prorrogou a data de validade da medida.

Um setor que já degradou tanto o meio ambiente, hoje promove grandes feitos em nome do mesmo. Ao pesquisar e escrever sobre Sustentabilidade, pude repensar e melhorar minhas atitudes. Quem sabe, se começar pela minha casa, a coisa não expande?

Agora, que acabou meu contrato de estágio, está na hora de dar o próximo passo. Ampliei minha curiosidade sobre a redação publicitária. Sempre que ouvia o pessoal desenvolvendo textos, tinha vontade de participar. Depois de investigar o tema, resolvi fazer um curso para conhecer melhor a área e aprimorar minhas habilidades.

Vou fechar o ano com chave de ouro, ou melhor, de aço!

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In-Edit é Massa

Julho 1, 2009 · Deixe um comentário

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Sabe que eu gostei dessa história de ser jornalista cultural? Pois é, aí vai mais uma nota enviada ao B-Coolt:

“O In-Edit nasceu em Barcelona há sete anos, depois foi para Santiago, Buenos Aires e Puebla [México], para então chegar a São Paulo com boa bagagem: 29 filmes internacionais e 15 nacionais, dos quais 6 disputam o prêmio, dado pelo público, de melhor documentário musical brasileiro inédito. Dedicado exclusivamente a documentários musicais, o festival apresenta títulos raros nos circuitos comerciais. Tem filmes sobre punk, dub e bossa nova, sobre Nina Simone, Johnny Cash, Public Enemy, Jards Macalé e Sigur Rós. Música para os ouvidos e os olhos.”

Durante o In-Edit estreou “Velhas Virgens – Atrás de cerveja e mulher”. Uma realização Massa Real em parceria com a Escola de Comunicações e Artes da USP. O filme, dirigido por Angelo Ravazi, mostra o “lado a” dos integrantes da debochada banda de rock independente.

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“A referida banda é um tema que poderia ser considerado, no mínimo, tabu. Mas como documentarista ferrenho, dedicado e apaixonado por esta arte, creio que não há assunto tabu ou clichê ínfimo demais para ser abordado pela câmera documental. Já realizei filmes sobre toda sorte de temas, desde a criação e desenvolvimento de embalagens de pregos, até a indústria emergente dos bonecos de posto e sua posterior decadência, e digo: tudo pode ser interessante. Só depende do olho e do quão perto o documentarista quer chegar, e se entregar”, declarou Angelo, no blog do Massaroca – extinto quadro semanal veiculado no programa Metropólis da TV Cultura.

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A arte da mutação

Junho 1, 2009 · Deixe um comentário

Enquanto o bolo assava, fui convidada a participar do B-Coolt, boletim gratuito enviado toda semana por e-mail.

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São pílulas digestivas, com dicas de eventos e coisas para se fazer a céu aberto, entre paredes e no escurinho. Pensado para poupar o tempo de quem está em dúvida sobre o que fazer, ou apenas quer manter-se informado. O B-Coolt é referência de “cooltura” na cidade de São Paulo.

Eu já havia deparado com o trabalho do Mutação Arte, fundado por um grupo de amigos de Salvador [BA]. 

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Respect - Festival

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Respect - Festival

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Gravação DVD MC Sombra - Centro Cultural Vergueiro

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Gravação DVD MC Sombra - Centro Cultural Vergueiro

O projeto transforma embalagens plásticas [pets] em matéria-prima para a composição de inusitadas esculturas, cenários, decorações temáticas, performances e oficinas. Diante do despertar da consciência ambiental, a iniciativa também contribui para a geração de ocupação e renda nas comunidades.

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Eco Respect - Colegio Antonio Agio - SP

Como sou responsável pela seção de Sustentabilidade da revista, tenho pesquisado e me entusiasmado cada vez mais com o assunto.

Deu nisso:

“Para comemorar o Dia Nacional da Mata Atlântica [dia 27.05], a Fundação SOS Mata Atlântica realiza a 5ª edição do Viva a Mata. O evento tem como objetivo promover a troca de informações e experiências entre os que lutam pela preservação do meio ambiente. A programação inclui palestras, debates, oficinas e diversas manifestações artísticas. Entre elas, exposições de arte reciclada com os projetos da Eco-Respect: Mutação Arte, que utiliza garrafas plásticas [pets] como matéria prima para inusitadas esculturas e cenários; e Ilha, coletivo de artistas plásticos que utiliza lixo eletrônico em suas obras. “

“O boletim é remédio contra a mesmice.”

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Bolo da Maria

Maio 8, 2009 · 4 Comentários

Nos dias 25 e 26 de abril participei do curso de jornalismo online da Escola de Comunicação Comunique-se. Quando decidi fazê-lo foi pensando que algo faltava. Precisava unir o que estou aprendendo na faculdade e no trabalho. Eu já tinha a receita do bolo na mão, mas faltavam alguns ingredientes…

Agora, do dia 04 deste mês até hoje [08], participei do I Congresso de Jornalismo Cultural no Teatro da PUC [TUCA]. Há muito me interesso pela área, não só como jornalista, mas por ser também leitora e apreciadora de cultura. Foi como ir ao supermercado comprar os itens para a receita!

“Cultura é tudo aquilo que a gente se lembra após ter esquecido o que leu. Revela-se no modo de falar, de sentar, de comer, de ler um texto, de olhar o mundo. É uma atitude que se aperfeiçoa no contato com a arte. Cultura não é aquilo que entra pelos olhos, é o que modifica o seu olhar.” A frase, que está no catálogo do congresso, é do poeta José Paulo Paes.

Tanto o curso como o congresso foram bem legais. O melhor é que não fui a esses lugares procurando respostas e me deixei surpreender.

Minha cabeça está a milhão! Sinto que estou pronta para bater o tal bolo.

Deixo aqui fotos do TUCA, palco de tantas e importantes manifestações. O teatro, que faz parte da história cultural e política do País, é hoje um capítulo da minha história também. Ah, e a Maria, sou eu! 

TUCATUCA

"É proibido proibir"

Os Mutantes, Gilberto Gil e Caetano Veloso no TUCA

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