Blog da Maria

Cultura em movimento

Setembro 15, 2009 · Deixe um comentário

A multiplicidade do universo dos skatistas e ciclistas foi o tema da mostra de cinema AdrenaCine que aconteceu, dia 19 de setembro, durante a Virada Esportiva 2009.

Com o intuito de aliar esporte e cultura, o evento abre espaço para a constante e intensa produção de vídeos e filmes sobre os esportes urbanos e radicais que, em sua maior parte, é restrita aos DVDs e à internet.

Além de trazer grandes produções repletas de manobras, a AdrenaCine trata também da relação que esses esportes têm com o cotidiano das pessoas e das cidades. As exibições foram desde os curtas metragens “Skate or Die”, sobre o amor por andar de skate em São Paulo, e “Cinema Maldito”, filmado dentro de um shopping center abandonado em São Bernardo do Campo, até o longa “Nothing But The Truth”, com histórias dos skatistas do time da Nike (Nike SB Team).

A questão ambiental é outro ponto abordado pela mostra. Em um planeta cada vez mais sedento por soluções nesse âmbito, os meios de transporte não poluentes tomam um caráter muito maior do que o meramente esportivo. O movimento ciclista foi retratado nos documentários “Still We Ride”, que relata as articulações do movimento ciclista, e “B.I.K.E.”, sobre as gangues de duas rodas, ambos em Nova Iorque.

Para finalizar, o público se transformou em realizador do evento na sessão competitiva, AdreNaHora. Produções independentes de até 5 minutos, levadas pelos próprios participantes, selecionadas e projetadas na tela do cinema.

Esta também era uma oportunidade para entrar em contato com o trabalho da ONG Skate Solidário, que coletou doações de skates e materiais esportivos usados para os projetos “Skate na Escola” e “Skate em Ação”.

A AdrenaCine foi realizado no lendário Cine Dom José, marcando o retorno da Cinelândia Paulista.

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http://noiz.com.br/2009/09/18/adrenacine-na-virada-esportiva-2009/

http://www.b-coolt.com/boletim98#note-1540

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Na onda do “Novo Mundo”

Agosto 31, 2009 · 1 Comentário

A myWave vem com a inovadora proposta de migrar a linguagem dos blogs para o impresso. Na era da internet, ela se define como a celebração da cultura jovem. A revista é distribuida nas principais universidades de São Paulo e também pode ser encontrada no site: http://mywave.virgula.uol.com.br/

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Em sua 4ª edição, a myWave chega com a Pixel Art na capa, do estúdio alemão E-boy, para falar sobre o “Novo Mundo” das novas tecnologias. Se você tem medo do Google e acha que ele vai dominar o mundo, por exemplo, saberá o que o diretor de Comunicação do Google Brasil tem a dizer sobre os temores da própria companhia. Ou ainda não conhece o Twitter direito? Tem mania de “ctrl+c ctrl+v”? Quer saber o futuro da música? Tem até ferramentas para acompanhar o que os políticos brasileiros tem feito, ou deixado de fazer…

Essa onda eu peguei!

Segue abaixo minha colaboração na seção de cultura (livros e filmes):

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Aconteceu em Woodstock

 

Entre os dias 15 e 18 de agosto de 1969, na pequena cidade de Bethel, nos Estados Unidos, aconteceu o festival que decretou o auge da era hippie e da contracultura no mundo. “Aconteceu em Woodstock” é um relato autobiográfico do lendário festival escrito por Elliot Tiber. Com o objetivo de salvar o antigo hotel de sua família da hipoteca, Tiber oferece a propriedade para sediar o evento. Ele só não imaginava que se tornaria a peça chave para a revolução que influenciou o comportamento de todas as gerações desde então. Pelas mãos do cineasta Ang Lee o livro virou o longa “Taking Woodstock“, com estreia em setembro no Brasil.

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Após o Anoitecer

 

Haruki Murakami costura uma série de encontros e desencontros pelas ruas de Tóquio, narrando em tempo real eventos ao longo de uma noite. No centro da trama estão as irmãs, Mari e Eri. A última, dorme profundamente, enquanto a outra decide vagar pela cidade e acaba se envolvendo em uma aventura. Em um cenário onde os princípios não valem, a jornada das irmãs cruza com a de diferentes personagens, como um jovem músico que busca sentido para a vida e o dono de um motel, assediado pela máfia chinesa. O autor deixa sua marca ao falar da solidão e das relações humanas, mesclando referências ao pop, ao jazz e à vida contemporânea.

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A Vida de Escritor

 

Gay Talese é um dos mais festejados criadores do chamado Jornalismo Literário. Ele esteve presente na Flip [Feira Literária Internacional de Paraty] 2009 para falar sobre seu último livro, “A Vida de Escritor”. Nele, Talese faz uma soma de reportagens sobre a vida de pessoas anônimas para contar seus fracassos como escritor e jornalista. Os dramas começam no jornal da faculdade que cursou no Alabama. Prosseguem nos dez anos que trabalhou como repórter do New York Times e se tornam mais complexos nas revistas com as quais colaborou. Pautas e idéias que nunca puderam ser desenvolvidas e publicadas, por vários motivos, encontraram lugar nessa curiosa biografia.

 Bruno

Depois de Borat, o controvertido repórter do Cazaquistão, e Ali G, um rapper estereotipatido, “Bruno” é a mais recente investida de humor subversivo do ator e comediante britânico Sacha Baron Cohen. Com a direção de Larry Charles – ex roteirista e produtor de “Seinfeld”, o longa conta a história do homossexual Bruno que apresenta um programa de moda da TV austríaca. Assim como Borat, ele chega nos Estados Unidos acompanhado de um assistente, Lutz [Gustaf Hammarsten], encontra pessoas desavisadas e vai tirando casquinha de todo mundo, em um clima semidocumental. Entre suas tentativas ultrajantes de se tornar famoso, vai ao Oriente Médio para arquitetar um acordo de paz entre israelenses e palestinos, pede para ser sequestrado por um grupo terrorista no Líbano e adota um órfão africano que ele chama de O.J. [um típico nome afro-americano, segundo ele]. Antes mesmo de estrear, Bruno já rendia polêmicas ao jogar os holofotes para a frivolidade e o confronto entre o que é gay e conservadorismo extremo.

À Deriva

Em 1979, no litoral de Búzios, Filipa [Laura Neiva] passa as férias de verão com a família: o pai, Mathias [Vicent Cassel], um famoso escritor francês radicado no Brasil; a mãe, Clarice [Débora Bloch], professora; e os dois irmãos mais novos, Fernanda e Antônio. A história é apresentada pelo ponto de vista da adolescente, de 14 anos, que está em meio à iniciação sexual, enquanto seus pais vivem uma crise amarga no casamento. A mãe está sempre embriagada e o pai mostra-se desatento aos reais problemas da família. O rito de passagem para a idade adulta de prova doloroso quando ela descobre que seu pai tem um caso extraconjugal. Ela o vê traindo a mãe com uma estrangeira [Camila Bell] que mora na praia. A descoberta desse segredo, porém, será apenas a primeira de uma séria de outras, sobre sua família e sobre si mesma. Terceiro filme do diretor Heitor Dhalia [de "O Cheiro do Ralo" e "Nina"], “À Deriva” foi ovacionado após sua exibição em uma mostra do 62º Festival de Cannes.

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Um ano de aço

Agosto 25, 2009 · Deixe um comentário

Prestes a completar o meu primeiro quarto de século, resolvi me ater em fazer um balanço apenas do ano que passou. Vou explicar…

Durante a festa de aniversário de uma amiga rolou um papo sobre ‘ciclos vitais’ com a mãe dela. Tudo começou porque ela estava me contando como havia contratado o pessoal do buffet. No jardim da casa foi montada uma barraca, com direito a salgadinhos, lanches, algodão doce, crepe e cia. Sem contar o trabalho das irmãs, com bexigas na parede, balas e marshmallows espalhados pela mesa do bolo. A idéia era fazer uma festa de criança para a filha, agora adulta. 

Ela ficou falando sobre a importância de se comemorar cada ano de vida, encerrar esse tal ‘ciclo vital’ para iniciar bem o que está por vir. Coincidentemente, estou concluindo um ano na Editora Grips/Revista Siderurgia Brasil. E essa foi uma experiência e tanto!  

Eu tinha participado de jornais e boletins internos, porém, era um trabalho mais leve. Antes eu escrevia releases, agora os recebia. Aprendi muito, não só sobre a profissão, mas com cada pessoa e cada tarefa. Tive a oportunidade de ser uma aprendiz, de curtir cada pauta, cada texto e descobrir, por mim, coisas que faculdade nenhuma ensina.

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O interessante foi participar de um dos setores mais atingidos pela crise mundial. Ler os cadernos de economia diariamente e selecionar as notícias que podiam ser relevantes aos leitores. Escrever sobre as estatísticas e expectativas da Anfavea [Associação dos Fabricantes de Veículos Automotores] e de outras instituições, como o IBS [Instituto Brasileiro de Siderurgia], quando o governo lançou a isenção de IPI; e depois, quando prorrogou a data de validade da medida.

Um setor que já degradou tanto o meio ambiente, hoje promove grandes feitos em nome do mesmo. Ao pesquisar e escrever sobre Sustentabilidade, pude repensar e melhorar minhas atitudes. Quem sabe, se começar pela minha casa, a coisa não expande?

Agora, que acabou meu contrato de estágio, está na hora de dar o próximo passo. Ampliei minha curiosidade sobre a redação publicitária. Sempre que ouvia o pessoal desenvolvendo textos, tinha vontade de participar. Depois de investigar o tema, resolvi fazer um curso para conhecer melhor a área e aprimorar minhas habilidades.

Vou fechar o ano com chave de ouro, ou melhor, de aço!

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In-Edit é Massa

Julho 1, 2009 · Deixe um comentário

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Sabe que eu gostei dessa história de ser jornalista cultural? Pois é, aí vai mais uma nota enviada ao B-Coolt:

“O In-Edit nasceu em Barcelona há sete anos, depois foi para Santiago, Buenos Aires e Puebla [México], para então chegar a São Paulo com boa bagagem: 29 filmes internacionais e 15 nacionais, dos quais 6 disputam o prêmio, dado pelo público, de melhor documentário musical brasileiro inédito. Dedicado exclusivamente a documentários musicais, o festival apresenta títulos raros nos circuitos comerciais. Tem filmes sobre punk, dub e bossa nova, sobre Nina Simone, Johnny Cash, Public Enemy, Jards Macalé e Sigur Rós. Música para os ouvidos e os olhos.”

Durante o In-Edit estreou “Velhas Virgens – Atrás de cerveja e mulher”. Uma realização Massa Real em parceria com a Escola de Comunicações e Artes da USP. O filme, dirigido por Angelo Ravazi, mostra o “lado a” dos integrantes da debochada banda de rock independente.

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“A referida banda é um tema que poderia ser considerado, no mínimo, tabu. Mas como documentarista ferrenho, dedicado e apaixonado por esta arte, creio que não há assunto tabu ou clichê ínfimo demais para ser abordado pela câmera documental. Já realizei filmes sobre toda sorte de temas, desde a criação e desenvolvimento de embalagens de pregos, até a indústria emergente dos bonecos de posto e sua posterior decadência, e digo: tudo pode ser interessante. Só depende do olho e do quão perto o documentarista quer chegar, e se entregar”, declarou Angelo, no blog do Massaroca – extinto quadro semanal veiculado no programa Metropólis da TV Cultura.

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A arte da mutação

Junho 1, 2009 · Deixe um comentário

Enquanto o bolo assava, fui convidada a participar do B-Coolt, boletim gratuito enviado toda semana por e-mail.

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São pílulas digestivas, com dicas de eventos e coisas para se fazer a céu aberto, entre paredes e no escurinho. Pensado para poupar o tempo de quem está em dúvida sobre o que fazer, ou apenas quer manter-se informado. O B-Coolt é referência de “cooltura” na cidade de São Paulo.

Eu já havia deparado com o trabalho do Mutação Arte, fundado por um grupo de amigos de Salvador [BA]. 

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Respect - Festival

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Respect - Festival

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Gravação DVD MC Sombra - Centro Cultural Vergueiro

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Gravação DVD MC Sombra - Centro Cultural Vergueiro

O projeto transforma embalagens plásticas [pets] em matéria-prima para a composição de inusitadas esculturas, cenários, decorações temáticas, performances e oficinas. Diante do despertar da consciência ambiental, a iniciativa também contribui para a geração de ocupação e renda nas comunidades.

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Eco Respect - Colegio Antonio Agio - SP

Como sou responsável pela seção de Sustentabilidade da revista, tenho pesquisado e me entusiasmado cada vez mais com o assunto.

Deu nisso:

“Para comemorar o Dia Nacional da Mata Atlântica [dia 27.05], a Fundação SOS Mata Atlântica realiza a 5ª edição do Viva a Mata. O evento tem como objetivo promover a troca de informações e experiências entre os que lutam pela preservação do meio ambiente. A programação inclui palestras, debates, oficinas e diversas manifestações artísticas. Entre elas, exposições de arte reciclada com os projetos da Eco-Respect: Mutação Arte, que utiliza garrafas plásticas [pets] como matéria prima para inusitadas esculturas e cenários; e Ilha, coletivo de artistas plásticos que utiliza lixo eletrônico em suas obras. “

“O boletim é remédio contra a mesmice.”

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Bolo da Maria

Maio 8, 2009 · 4 Comentários

Nos dias 25 e 26 de abril participei do curso de jornalismo online da Escola de Comunicação Comunique-se. Quando decidi fazê-lo foi pensando que algo faltava. Precisava unir o que estou aprendendo na faculdade e no trabalho. Eu já tinha a receita do bolo na mão, mas faltavam alguns ingredientes…

Agora, do dia 04 deste mês até hoje [08], participei do I Congresso de Jornalismo Cultural no Teatro da PUC [TUCA]. Há muito me interesso pela área, não só como jornalista, mas por ser também leitora e apreciadora de cultura. Foi como ir ao supermercado comprar os itens para a receita!

“Cultura é tudo aquilo que a gente se lembra após ter esquecido o que leu. Revela-se no modo de falar, de sentar, de comer, de ler um texto, de olhar o mundo. É uma atitude que se aperfeiçoa no contato com a arte. Cultura não é aquilo que entra pelos olhos, é o que modifica o seu olhar.” A frase, que está no catálogo do congresso, é do poeta José Paulo Paes.

Tanto o curso como o congresso foram bem legais. O melhor é que não fui a esses lugares procurando respostas e me deixei surpreender.

Minha cabeça está a milhão! Sinto que estou pronta para bater o tal bolo.

Deixo aqui fotos do TUCA, palco de tantas e importantes manifestações. O teatro, que faz parte da história cultural e política do País, é hoje um capítulo da minha história também. Ah, e a Maria, sou eu! 

TUCATUCA

"É proibido proibir"

Os Mutantes, Gilberto Gil e Caetano Veloso no TUCA

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